Celebra-se nesta segunda-feira, 17 de outubro, o Dia Mundial de Erradicação da Pobreza. “Há no mundo 836 milhões de pessoas que vivem em extrema pobreza. Lembremos também que há 1.000.000.000 [um bilhão!] de pessoas que ficam dias sem comer; que há milhões de pessoas que não têm acesso a cuidados sanitários ou à instrução; e que há crianças que são exploradas…”.

Entretanto, explica Ana Muñoz, porta-voz das Missões Salesianas, “não queremos esquecer a mensagem de que a educação é uma das chaves para escapar da pobreza, como os salesianos há já 140 anos demonstram”.

As últimas estatísticas da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostram que a educação transforma o desenvolvimento dos povos e que se pode combater a pobreza com a educação/instrução. “Se todas as crianças tivessem igual acesso à instrução, o lucro ‘per capita’ aumentaria de 23% nos próximos 40 anos”. Também outros problemas muito atuais podem ser combatidos pela educação: “Se todas mulheres completassem a educação elementar, os casamentos precoces e a mortalidade infantil poderia baixar a um sexto dos atuais; e a mortalidade materna, a dois terços”.

A educação tem a capacidade de reduzir a pobreza extrema e de ampliar o raio dos objetivos de desenvolvimento. Esta é a maravilhosa notícia: “Educar-se, instruir-se, um jeito de ficar rico!”.

Tchapua, por exemplo, é o nome de uma pessoa que viveu a terrível guerra em Angola. Quando tinha dois anos foi enviado do seu povoado para Luanda, a fim de que pudesse salvar-se. Seu pai e seus irmãos morreram no conflito. Um dia, voltando da escola, Tchapua encontrou sua mãe morta. Continuou a estudar. Hoje, é pai de família e diretor da Escola Infantil do Centro Dom Bosco: “Sempre lembrei das palavras de minha mãe: estude, meu filho, que um dia chegará a recompensa”.

Uma mensagem otimista: “Estude que um dia chegará a recompensa”. Não há dúvidas: a educação pode dar riqueza; mas aqui não trata somente de riqueza material; trata-se de riqueza que faz a pessoa ser humana, feliz, reconhecida, amada, estimada… E os pobres hoje, como escreveu G. Gutierrez, “não são aceitos como pessoas em nossa sociedade: acabam invisíveis, sem direitos. A sua dignidade não é reconhecida”.

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