Em tarde de formação no Oratório São Luiz, para os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, o seminarista salesiano Denis, falou sobre os Livros Litúrgicos, sobre a importância da Palavra de Deus na Liturgia Eucarística, sobre a grande riqueza da Bíblia e apresentou o Livro “Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II”.

O seminarista descreveu sobre a importância do Concílio para a Igreja dos dias de hoje, devidos às grandes mudanças que se seguiram após a sua realização:

“O Concílio Vaticano II, com seus quase dois mil padres conciliares, suas 4 constituições, 9 decretos e 3 declarações, procurou atualizar a capacidade de diálogo da Igreja com o mundo moderno, com os homens e mulheres de um mundo que mudava cada vez mais rapidamente. É a ideia de aggiornamento do Papa João XXIII. Pode-se dizer que o Concílio mudou, em certa medida, a face da Igreja e fez com que ela se fizesse mais próxima dos homens e mulheres deste tempo. A liturgia em língua vernácula, o ecumenismo, a relação com os não-cristãos e a liberdade religiosa são só alguns exemplos disto. Foi um evento extraordinário, um dom do Espírito Santo para toda a Igreja e mesmo para a humanidade. Foram tocados diversos assuntos de grande incidência na sociedade e no mundo. Não foi um evento só intra-eclesial.” Como disse o professor Renato Borges da Silveira Neto em entrevista para a reportagem do site do Centro Loyola de Fé e Cultura da PUC Rio.

E na estrevista ele prosseguiu dizendo que: “As mudanças que ocorreram após o Concílio não foram aceitas com tranquilidade pela comunidade católica, diria que mesmo saudado com alegria pela maior parte dos católicos, é conhecido o período de instabilidade e turbulência vivido pela Igreja no período pós-conciliar. Este movimento era capitaneado basicamente por dois grupos: um, progressista, que desejava e pressionava pelas mudanças apontadas no Concílio e até mais do que aquelas apontadas por ele; e outro, tradicionalista, que se opunha à abertura do Concílio ao ecumenismo, à reforma litúrgica, ao princípio da colegialidade, entre outras diretrizes conciliares. Isso foi seguido por uma crise de vocações sacerdotais nos seminários e um acentuado abandono da vocação religiosa. Esse “inverno” – termo usado pelo teólogo jesuíta K. Rahner – pelo qual passou a Igreja depois do Concílio não se manifestava, porém, em toda a Igreja. Era necessário perceber as grandes diferenças entre a situação da Igreja na América Latina e África e aquela na Europa, por exemplo. Fato é que, ainda hoje, persistem algumas dissenções de comunidades que se desagregaram da Igreja católica porque não aceitaram as decisões do Concílio.”

Documentos do concilio ecumênico vaticano IIO Concílio Ecumênico Vaticano II recomenda que o estudo da Sagrada Escritura seja a alma de toda a teologia. Este mesmo foi anunciado pela primeira vez em 25 de janeiro de 1959, e o último anúncio deu-se em 25 de dezembro de 1961, sendo que a inauguração do Concílio aconteceu em 11 de outubro de 1962, lembrando o grande Concílio de Éfeso ó de suma importância na história da Igreja. Na abertura do Concílio, João XXIII fala dos Concílios Ecumênicos na Igreja, da origem e causa do Vaticano II, como deve ser promovida a doutrina, como deve-se combater o erros e conclui que, O concílio, que agora começa, surge na Igreja como dia que promete a luz mais brilhante. Eis alguns dos documentos mais importantes do Vaticano II: Apostolicam actuositatem; Ad Gentes; Christus Dominus; Dignitatis humanae Dei Verbum; Gaudium et Spes; Lumen Gentium; Optatam totius; Presbyterorum Ordinis; Sacrossanctum Concilium e Unitatis Redintegratio. O Concílio encerrou-se no papado de Paulo VI a 08 de dezembro de 1965.

Detalhes do Livro:

Autor(a): Concilio Ecumênico Vaticano II
Catálogo: Documentos da Igreja
Assunto: Vaticano II
Coleção: Documentos da Igreja
Acabamento: Brochura e Capa Dura
Idioma: Português
Edição:
Número de Páginas: 736
Reimpressão: 7ª (2014)
Editora: PAULUS Editora
Peso (em gramas): 729g
Ano Lançamento: 1997
Dimensões (cm): 12.5 (larg) x 20 (alt)
Para adquirir acesse: http://www.paulus.com.br/

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Acesse abaixo as Constituições, Declarações e Decretos do Concílio Vaticano II:

Constituições

Dei Verbum
Lumen Gentium
Sacrosanctum Concilium
Gaudium et Spes

Declarações

Gravissimum Educationis
Nostra Aetate
Dignitatis Humanae

Decretos

Ad Gentes
Presbyterorum Ordinis
Apostolicam Actuositatem
Optatam Totius
Perfectae Caritatis
Christus Dominus
Unitatis Redintegratio
Orientalium Ecclesiarum
Inter Mirifica

Sobre a importância do Concílio Vaticano II

Disse o Papa João Paulo II, em 15/10/1995:

“Na história dos Concílios, ele reveste uma fisionomia muito singular. Nos Concílios precedentes, com efeito, o tema e a ocasião da celebração tinham sido dados por particulares problemas doutrinais ou pastorais. O Concílio Ecumênico Vaticano II quis ser um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo. A essa reflexão impelia-a a necessidade de uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. concilio_vaticano_iiMas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como “sinais dos tempos”, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus. Foi mérito de João XXIII não só ter convocado o Concílio, mas também ter-lhe dado o tom da esperança, tomando as distâncias dos “profetas de desventura” e confirmando a própria e indômita confiança na ação de Deus.

Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época.

À distância de trinta anos, é mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça. Como pedi na Carta Apostólica Tertio milennio adveniente (n.36) entre os pontos de um irrenunciável exame de consciência, que deve envolver todas as componentes da Igreja, não pode deixar de haver a pergunta: quanto da mensagem conciliara passou para a vida, as instituições e o estilo da Igreja.

Já no Sínodo dos Bispos de 1985 [sobre o Concílio] foi posto um análogo interrogativo. Ele continua válido ainda hoje, e obriga antes de mais a reler o Concilio, para dele recolher integralmente as indicações e assimilar o seu espírito… A história testemunha que os Concílios tiveram necessidade de tempo para produzir os seus frutos. Contudo, muito depende de nós, com a ajuda da graça de Deus.” (L’Osservatore Romano, 15/10/95)

Leia também: Por que João XXIII convocou o Concílio Vaticano II?

A Reforma Litúrgica depois do Concílio Vaticano II

Documentos promulgados:

1- Constituição Dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)

2 – Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (Dei Verbum)

3 – Constituição Pastoral sobre a Igreja e o mundo de hoje (Gaudium et Spes)

4 – Constituição Dogmática Sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium)

Ouça também: As lições do Concílio Vaticano II

5 – Decreto sobre o Ecumenismo ( Unitatis Redintegratio).

6 – Decreto sobre as Igrejas Orientais Católicas (Orientalium Ecclesiarum).

7 – Decreto sobre a Atividade Missionária da Igreja (Ad Gentes).

8 – Decreto sobre o Munus Pastoral dos Bispos na Igreja (Christus Dominus).

9 – Decreto sobre o Ministério e a Vida dos Presbíteros (Presbyterorum Ordinis).

10 – Decreto sobre a Atualização dos Religiosos (Perfectae Caritatis).

11- Decreto sobre a Formação Sacerdotal (Optatam Totius).

12 –Decreto sobre o Apostolados dos Leigos (Apostolicam Actuositatem).

13 – Decreto sobre os Meios de Comunicação Social (Inter Mirifica).

14 – Declaração sobre a Educação Cristã (Gravissimum Educationis)

15 – Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitates Humanae)

16 – Declaração sobre as Relações da Igreja com as Religiões não-Cristãs (Nostra Aetate)

Fonte Internet:

A Escatologia nos documentos do Concílio Vaticano II

Sobre a importância do Concílio Vaticano II

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