Participar da mesa sagrada, buscá-la, alimentar-nos da carne e sangue de Cristo: eis o segredo da certeza de termos Deus conosco, de vivermos em seu amor e em sua graça. Na Eucaristia prestamos à Santíssima Trindade o nosso mais perfeito louvor. 

E entramos o mais profundamente possível na realidade do próprio Deus, uno e trino. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, vive em mim e eu vivo nele”, afirmou Jesus. No seu corpo glorificado Jesus é o Filho, é a segunda pessoa da Trindade Santa. Em nossas Igrejas matrizes e capelas existe um lugar onde se guardam as hóstias consagradas. É o sacrário. Ali Jesus está presente. Está o sacramento de sua presença viva e real entre nós, debaixo das espécies do pão e do vinho consagrados.

Quando o comungamos nos tornamos templos vivos da divindade. Nós cremos neste mistério. Ele é o memorial perene da paixão, morte e ressurreição de Cristo. “Se quisermos redescobrir em toda a sua riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, mãe e modelo da Igreja. Maria concebeu um Filho divino também na realidade física do corpo e do sangue. Ao longo de toda a sua existência ao lado de Cristo e não apenas no Calvário, Maria viveu a dimensão sacrificial da Eucaristia.” (S.João Paulo II).

A primeira Igreja, o 1º sacrário de Jesus foi sua própria mãe. 

Desde que aceitou a encarnação ela tornou-se morada viva do Verbo encarnado. O santuário de Jesus. A arca da nova aliança. Se o Espírito Santo gerou a vida humana de Jesus no seio de Maria, e se Jesus é o alimento do céu para nós, então Ele o é por meio dela. Ora, Jesus entregou sua mãe para ser nossa mãe. A função da mãe é alimentar os filhos. Logo, ela também nos transmite o sustento espiritual.

O sangue de Jesus, derramado na cruz em nosso favor e origem de nossa comunhão eucarística, é o mesmo sangue que ele recebeu de Maria. O corpo de Jesus, misteriosamente escondido nas aparências do pão eucarístico, é aquele mesmo corpo gerado e formado pelo Espírito Santo nas entranhas virginais de Maria e dela nascido: o corpo de Cristo! Ela o gerou, deu-lhe vida biológica, psicológica, humana. Ela o gestou nove meses, alimentou-o com seu leite materno, acalentou-o com sua ternura.

Maria foi a primeira a comungar Jesus! O seu amem a Ele antecedeu e “condicionou” o nosso amém na comunhão! Ela nos deu a Eucaristia em certa medida antecipando n’Ela o que se realiza sacramentalmente ao recebermos no sinal do pão e do vinho, o corpo e o sangue do Senhor. (S.João Paulo II).

Dizem os teólogos: o mesmo poder do Altíssimo que agiu no seio de Maria continua agindo nos sacramentos. Os sacramentos vêm de Jesus e Jesus nunca está sozinho, está sempre com sua mãe. Por isso, ela é considerada mais que um sacerdote: por ser mãe do sumo-sacerdote. E mãe da santa vítima, o cordeiro pascal do Calvário.

 Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR
Fonte: http://www.a12.com/

Deixe sua mensagem para nós: